quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Amsterdam, fucking amazing!

A viagem para Amsterdam, cidade conhecida pela legalização do ilegal e por atiçar a curiosidade do mundo, já começou de maneira emocionante em Londres. Depois de quase perder o vôo e se perder no aeroporto conseguimos chegar lá.


O nosso albergue-barco era o cartão de boas vindas à peculiaridade do lugar. Era literalmente um barco localizado no píer da cidade e muito simpático. Como muitas das cidades da Europa, Amsterdam é envolvida por água, entre ruelas e pontes o que toma conta da cidade são as bicicletas. Sem exagero nenhum posso dizer que ser atropelado é uma possibilidade iminente.

No primeiro dia a programação era conferir o famoso bairro da Luz Vermelha, onde prostitutas expostas em vitrines, shows de sexo ao vivo e sex shops são a atração. Além disso tem as conhecidas coffee shops onde vários tipos de maconha são vendidos como cerveja listados em um cardápio. Todo essa atmosfera completamente diferente fazem da cidade holandesa um lugar imperdível para quem visita o velho continente.

Tentando fotografar as meninas da vitrine

Mas nem só de sexualidade e drogas é feita Amsterdam. O museu do Van Gogh e o Rijksmuseum são os protagonistas dos espaços culturais. E pra quem não é lá muito de museus e gosta sim é de cerveja tem o imperdível Heineken Experience, um espaço extremamente interativo e bem feito onde todo o processo de preparação da bebida é explicado. Um passeio de barco também é programa obrigatório na cidade, várias empresas fazem passeios que duram em média uma hora. Confesso, porém, que não é lá muito emocionante, vale a experiência, mas nada demais.


Conhecemos também o estádio do maldito Ajax, com direito a tour e tudo. Bem interessante a estrutura interna do estádio. Ainda deu tempo de entrar num cassino onde conseguimos arrecadar em máquinas de caça níqueis aproximadamente 10 euros. Não sei o que passava, acho que as pessoas simplesmente esqueciam algumas moedas ou não davam bola pra 50 centavos, eu dei.

Pois bem, o próximo destino foi Berlim, por isso o próximo post será Berlim. Rá!

domingo, 6 de setembro de 2009

BBC Proms at Royal Albert Hall

Hey there! A vida por aqui anda bem, o trabalho vai se endireitando e ficando, pelo menos um pouco, menos cansativo. E para aliviar as tensões do dia a dia com ratos na cozinha e mil roupas de criança para dobrar me dei ao luxo de apreciar a música clássica.


Na sexta-feira, 4 de setembro, fui ao requintadíssimo Royal Albert Hall, espaço construído pela Rainha Victoria em 1871 e que hoje recebe todo tipo de evento incluindo shows musicais de todos os estilos, jogos de tênis, entrega de prêmios, comunitários e escolares e arrecadação para entidades de caridade. O prédio agora é popularmente conhecido por abrigar o The Proms, temporada de shows de música clássica no verão que acontece desde 1895.

O concerto que assisti tinha a seguinte programação:

Ligeti Atmosphères
Mahler Kindertotenlieder
Schoenberg Five Orchestral Pieces, Op. 16
R Strauss Also sprach Zarathustra

Matthias Goerne baritone

Gustav Mahler Jugend-orchester Jonathan Nott conductor

Pra quem não é lá expert como eu, posso dizer que foi muito interessante, o lugar é fantástico e a clássica música de 2001: Uma odisséia no Espaço foi tocada, incrível.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Alemanha, uma vez!

Foi a viagem da rotina, aquela de brincar de casinha e fingir que tudo duraria pra sempre. Foram dez dias na Alemanha, onde o calor é forte e compreender as pessoas é uma missão quase impossível, bem, pra mim foi. Distinguir uma palavra no meio daquele aglomerado de sons trincados é uma possibilidade que não existe.

A famigerada Kaiserslautern é a típica cidade de interior, sem muitas opções pra quem visita e com aquele ritmo tranquilo. Logo ali do lado, a menos de duas horas de trem tem a mais turística Heidelberg, cidade onde ficam as ruínas de um castelo construído antes de 1214.


De volta a Kaiserslautern foi hora de conhecer o centro da cidade, as lojas, os bares e os monumentos, e por último mas não menos importante, a universidade. Deu até pra filar almoço no refeitório e conhecer o local de trabalho do Senhor Gabriel Nazar. Quando fez calor a solução foi banho de lago e vôlei de praia com o pessoal.


Ainda deu tempo de dar um pulinho ali na França, a cidade era Strasbourg. Local onde fica o Parlamento Europeu com sua arquitetura super modernosa como explica o guia aí pra vocês.



Com certeza foi a despedida mais difícil dos reencontros deste ano.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mudança!

Depois de cinco meses morando debaixo da asa de meus tios finalmente me emancipei aqui em Londres. Agora com novo endereço e novo emprego as coisas parecem ficar mais sérias, eu diria mais divertidas, sempre. Não mais no interior, a vizinhança aqui é rica em opções de compras e serviços, muito bom. Talvez melhor que isso e mais importante, existem várias opções de transporte como o metrô e diferentes linhas de ônibus.

O esquema aqui é em estilo república, são quatro quartos, um banheiro, uma sala com tevê e cozinhabarralavanderia. Eu divido o quarto com meu caro amigo Bruno. Não se tem muitas regras do tipo quem limpa o quê, mas a coisa funciona bem. Somos três meninas e dois meninos, mas não se iludam, isso não determina em nada a higiene do local.

E além da mudança, esse mês trouxe outra novidade, um novo trabalho. Dia 18 de agosto vou começar na Zara, a mesma loja que tem no shopping Iguatemi. Trabalho bem melhor que vender cachorro quente no parque, né? Fui contratada pra trabalhar na seção infantil, então estarei por dentro de toda moda para crianças por aqui na Europa. Agora o destino é a Alemanha, uma vez!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alora, Veneza!


Era uma sexta-feira de verão italiano quando ela chegou em Veneza, ele chegou três horas depois e ela fez um cartaz pra esperá-lo. Ali dizia "Te amo". O calor era inacreditável e achar o hotel não foi assim tão difícil. Lá estava ele, na estreita Calle de la Masena. O primeiro passeio pela cidade começou com uma pizza enrolada e claro, sorvete. Ah! Birra também. As ruas apertadas e incrivelmente aconchegantes despertam um ar de interior muito simpático. O mar desenha cada dobra do lugar e as pontes fazem a caminhada diferente toda vez que a água aparece. Uma tranquila Piazza San Marco esperava por eles depois daquele arco e o sol ali, persistente.


Na manhã seguinte o rumo foi outro, mas o clima era o mesmo. As gôndolas circulavam atraentes pelos canais e o trânsito marítimo era intenso. Porém, algo parecia diferente naquela cidade, uma festa se formava, uma mobilização a parte dos turistas. Durante o passeio de barco isso ficou ainda mais evidente, inúmeras embarcações rodeavam com música e churrasco a bordo. Enfim descobriu-se que era a importante Festa del Redentore. Depois de apreciarem uma das especialidades do lugar - pizza - sentados na Ponte Rialto, lá se foram pra festa à espera dos fogos de artifício, mal sabiam que aquele seria um momento mágico. E foi mais que isso, foi a perfeita sensação de absoluta paz.



La Biennale coloria a cidade e era uma ótima alternativa pra fugir dos visitantes que lotavam as ruelas. Chegando bem na ponta de Dorsoduro a visão da ilha era encantadora e relaxante. Entre uma caminhada e uma refrescada nas bicas espalhadas pelas pequenas praças eles seguiram o passeio até a volta pro hotel. Nesse meio tempo ainda teve cerveja com amendoim e batatinhas numa ponte qualquer. A noite acabou em pizza, de novo.

No outro dia o inevitável, a despedida e a vontade de que aquele fim de semana durasse pra sempre. Até outro lugar qualquer na Europa, meu bem.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mercy, Paris!


Bonjour! Com braço quebrado, trem marcado pras 6h26 da matina e morando no subúrbio a viagem começou cedo. Tive que montar uma estratégia pra chegar a tempo na estação, então dormi no meu boníssimo amigo Rémy que aproveitou pra já me iniciar no clima parisiense.

A viagem foi bem tranquila, simplesmente apaguei. Acordei já na França e o Gabi me resgatou na estação de Gare Du Nord. Check in feito no hotel e é hora de conhecer a cidade. Pernas pra que te quero. O sol estava intenso e depois de um bom tempo fomos parar na Torre Eiffel. Mais umas duas horas na fila e subimos na dita cuja. Caminhando um pouco mais ainda chegamos no Arco do Triunfo, depois de desvendado o mistério de como chegar nele, fomos até lá. De noite rolou uma cervejinha com um pessoal conhecido que está morando lá.


Sábado foi o dia do Louvre. Graças a uma lei aqui da Europa jovens europeus até 26 anos não pagam pra entrar em estabelecimentos culturais, logo, mostrei meu passaporte e consegui o ticket. Sendo um museu absurdamente grande, tivemos que ser mais ou menos objetivos lá dentro. Depois foi a vez de Notre Dame e da chuva. Mal tínhamos chegado e a aguaceira veio com tudo. Correria total e acabamos indo pro hotel tomar um vinhozinho com queijo, nada mais justo.



Domingo fomos a Sacre Coeur e Montmartre. Uma região muito legal da cidade. Mais tarde foi a vez do Jardim de Luxemburgo, um lugar muito bonito e agradável. As crianças alugam barquinhos e se divertem a valer numa espécie de fonte que tem bem no meio do lugar. Pois bem, dizem que Paris é uma festa, e na verdade era mesmo, a Fête de la Musique. A cidade era um palco aberto, artistas por todos os lugares. Na programação desse evento que tomou conta da França tinha um show enorme, num campo aberto. Pegamos um ônibus da festa e nos dirigimos pra lá, tudo de graça. Muita gente no gramado e muitos artistas no palco. Um programaço de fim de tarde!



Na segunda era dia de dar tchau, fizemos um passeio bem tranquilo até Les Invalides onde tem o túmulo do Napoleão e o Museu das Guerras. Depois disso esperamos o tempo passar entre uma praça e outra dando uma passadinha pela Champs Élysées. Em resumo era isso.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Braço quebrado em Londres. Just Great!


Hi there! Com certeza hoje foi um dia marcante na minha vida, pude descobrir de fato como funciona a assistência médica em Londres. Mas primeiro vamos à parte cultural do dia que prometia ser excelente.

Hoje era o ''passeio da escola'', então fomos à Biblioteca de Londres pra ver a exposição do Henrique VIII, rei completamente louco que casou seis vezes, rompeu com a igreja católica e matou duas de suas mulheres. O lugar é bem legal, um prédio bastante contemporâneo e com cheio de design. A exposição não foi lá grande coisa mas valeu igual. Depois disso almoçamos num refeitório universitário com toda a turma incluindo a professora. Comida boa e barata.



Pela tarde o programa era ir pro parque, fazer um piquenique e jogar bola. Perfeito, não? Sim, até que a fominha aqui recebeu uma bola alta, perfeita pra uma bicicleta que no fim foi executada. Acontece que na queda tive um pequeno probleminha... um braço deslocado. Levantei e quando olhei pra ele completamente torto fui direto pro pessoal e disse: ''Liguem pra ambulância, preciso ir pro hospital''. Eles queridos que são, e isso não é uma ironia, prontamente se mobilizaram para me ajudar e em 15 minutos lá estava o paramédico. Cinco minutos depois chegou a ambulância e fui levada pro hospital onde fui muito bem tratada. No fim das contas fui sedada e meu braço posto no lugar.


Mas estou bem tranquila, afinal, Paris de tala não deve ser tão ruim assim.
Estejam preparados para a foto porque é chocante.